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A Aliança Agroeconômica se reuniu na semana passada para debater e validar o último relatório do ano de 2020 e analisar as demandas previstas para o próximo ano. A sétima edição do relatório traz ainda os resultados da 2ª safra de milho no Centro-Oeste, exportação e mercado de reposição da pecuária no 3º trimestre de 2020. A reunião foi realizada no formato online, tendo em vista às recomendações de segurança e prevenção à Covid-19.

A Aliança é formada pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do Sul (Famasul), Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) e Instituto para o Fortalecimento da Agropecuária de Goiás (IFAG).

O Centro-oeste foi a primeira região do país que finalizou a colheita da safrinha 2019/2020 e a segunda a ter o maior crescimento de área em relação a 2018/19, variação positiva de 9,1%, perdendo a penas para a região Norte neste quesito (10,3%).

Ao todo foram 8,93 milhões de hectares em que todos os estados ampliaram as suas lavouras, com exceção do Mato Grosso do Sul, que reduziu em 1,1%. A produção do Centro-Oeste também cresceu 6,2% na safra 2019/20 em relação à anterior, sendo puxada por Mato Grosso.

Mato Grosso apresentou crescimento de 9,2% entre as duas safras. O estado de Goiás também aumentou a produção em 9,6%. Já Mato Grosso do Sul e o Distrito Federal tiveram diminuição de 7,7% e 5,8% de toneladas, respectivamente.

Tratando de exportação de milho, até o 2º trimestre de 2020 foram exportados pelo Centro-Oeste 2,1 milhões. Já no 3º trimestre deste ano, o Centro-Oeste exportou 13,4 milhões de toneladas.

A maior produção da região, foi a de Mato Grosso que apresentou no 3º trimestre um acréscimo de 2,5% no milho exportado, em relação ao mesmo período de 2019. Já Mato Grosso do Sul sofreu decréscimo de 53,7%, seguido de Goiás com queda de 24,7%.

Na pecuária o mercado de reposição registrou valorização no 3º trimestre de 2020. No preço do bezerro até 112 meses houve uma alta média de 9,86% quando comparado ao trimestre anterior. Com esta alta, a relação de troca entre boi gordo e bezerros registrou média de 1,99.

Acesse o relatório e confira mais informações como estáticas das microrregionais do Centro-Oeste, custo de produção da soja e milho, produção, mercado interno e internacional, entre outros dados.

A publicação do próximo relatório está prevista para janeiro de 2021, podendo ser prorrogado para fevereiro.

Relatório Aliança Agroeconômica  http://www.sistemafamato.org.br/portal/arquivos/04112020100529.pdf

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 Produtores Rurais fiquem atentos na nova Lei de Licenciamento Ambiental do Estado de Goiás, sancionada em 26 de dezembro de 2019. Novos tipos de licenças e atividades foram criadas e passam a ser exigidas a partir de 27 de dezembro de 2019. Não fique com dúvida! Acompanhe e entenda como isso pode influenciar na sua atividade.

 

A Lei n° 20.694, de 26 de dezembro de 2019, dispõe sobre as normas gerais de Licenciamento Ambiental do Estado de Goiás. Fica estabelecido os seguintes tipos de licenças ambientais:

I - licença prévia - LP;

II - licença de instalação - LI;

III - licença de operação - LO;

IV - licença ambiental única - LAU;

V - licença por adesão e compromisso - LAC;

VI - licença corretiva - LC;

VII - licença de ampliação ou alteração - LA.

As licenças ambientais poderão ser expedidas de forma isolada ou sucessivamente, de acordo com a natureza, características e fase em que se encontra o empreendimento ou atividade.

A nova Lei instituí também o registro eletrônico de atividades e empreendimentos que, por razão de seu porte e seu potencial poluidor, são classificados como de impacto ambiental mínimo, são eles:

  1. corte de árvores isoladas em área urbana e rural consolidada, exceto se forem espécimes tombadas ou imunes ao corte, resguardadas as normas municipais estabelecidas para o regime de arborização urbana;
  2. limpeza de áreas, assim consideradas as já antropizadas e que tenham permanecido sem utilização em, no máximo, 5 (cinco) anos;
  • supressão de vegetação nativa para uso alternativo do solo em propriedades rurais em área de até 2 (dois) hectares, a ser realizada a cada 5 (cinco) anos, cujo material lenhoso seja destinado para uso na propriedade e desde que não esteja em área de preservação permanente - APP e Reserva Legal – RL;
  1. além das todas atividades rurais que se enquadrarem no micro porte.

As atividades serão classificadas de acordo com seu porte e potencial poluidor, podendo ser classificados como micro porte, passíveis de registro ou enquadrado Classes que pode variar de 1 a 6, sendo esses passíveis de licenciamento ambiental.

Devemos ficar atento nas atividades que são exercidas nas nossas propriedades rurais. Essa norma que edita as atividades e seus enquadramentos estará aberto para consulta pública nos próximos dias, sendo de extrema importância que todos possam analisar o documento e mandar suas contribuições.

Vale ressaltar ainda que as atividades instaladas e/ou em operação, passíveis de licenciamento ambiental, da data de publicação dessa Lei, 26 de dezembro de 2019, deverão aderir a licença corretiva entrando no programa de Regularização Ambiental do Governo de Goiás. Empreendimentos instalados após essa data devem fazer o pagamento da multa e buscar imediatamente a regularização.

 

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 Agropecuária de Goiás registrou crescimento de 14,1% no PIB do 4º trimestre de 2019 comparado com o mesmo trimestre do ano anterior. O setor foi o responsável pelo maior crescimento neste período dentre os demais setores que compõe o indicador. A Indústria registrou crescimento de 5,9% e Serviços 2,1%, ficando o PIB de Goiás com variação positiva de 2,3% neste 4º trimestre de 2019. Considerando o mesmo período, o PIB divulgado para o Brasil apresentou variações positivas inferiores ao registrado para Goiás. Na Agropecuária, o aumento foi de 0,4%, na Indústria 1,5% e Serviços 1,6, e no PIB Brasileiro 1,7%.

Nos resultados obtidos no 4º trimestre de 2019, a Agropecuária consolidou tal número devido a uma retomada da soja e dos demais cereais, dado que no último trimestre de 2018 estas apresentaram queda em seu valor de produção. Conforme as últimas estimativas do LSPA/IBGE referentes à produção agrícola para o ano de 2019, há um crescimento tanto na produção quanto na produtividade do milho e da cana-de-açúcar. Entretanto, na principal cultura goiana, a soja exibiu queda na produção de 5,1%. Os resultados se devem, especialmente, ao ciclo de chuvas e as altas temperaturas que afetaram a capacidade produtiva das lavouras.

Em relação aos números consolidados para o ano de 2019, o desempenho da economia de Goiás exibiu aumento de 2,5% na comparação com o ano anterior.  Agropecuária, Indústria e Serviços alcançaram percentuais positivos. Evidenciando a Agropecuária (+4,1%) com a maior variação dentre os três setores, seguido da Indústria (+2,8) e Serviços (+2,2%). A nível de esfera nacional as variações forem: Agropecuária 1,3%, Indústria 0,5%, Serviços 1,3% e 1,1% para o PIB do país.

O crescimento do PIB em Goiás teve uma contribuição notória e expressiva da agropecuária, superando até mesmo a indústria e os serviços. O Sistema FAEG/SENAR/IFAG tem, ao longo dos anos, exercido importantes contribuições nesse sentido, cumprindo a sua missão de fortalecer, cada vez mais, todas as cadeias produtivas agrícolas e pecuárias do estado. As ações institucionais exercidas nos mais diferentes órgãos da esfera federal, estadual e até municipais, deram ao produtor a condição de produzir mais e melhor, mesmo com as adversidades que não estão sob o nosso controle como as climáticas por exemplo.

A renovação do convênio 100/97, alterações no vazio sanitário estadual, adequação e aprimoramento no registro e uso de defensivos agrícolas, formatação de propostas para o plano agrícola e pecuário, ações de renegociação de crédito rural dos produtores de Goiás, aprimoramento do seguro rural, ações de ordem tributária, ações para retomada de benefícios fiscais, participação no planejamento da ferrovia Norte Sul, ações diversas para dar segurança no uso de energia elétrica nas propriedades, elaboração de relatórios de priorização de melhorias na malha rodoviária do estado, atuação forte nas políticas ambientais conferindo segurança jurídica e melhores condições de produção ao produtor irrigante e acompanhamento integral de todos trâmites parlamentares de afetam o agronegócio de Goiás na Assembleia Legislativa são algumas das dezenas de citações que podemos apontar como contribuição do Sistema para esse crescimento.

O uso da tecnologia e a mão-de-obra capacitada também tiveram papel fundamental nesse crescimento. Através de treinamentos, implantação de novas tecnologias e inovação, o setor agro goiano conseguiu mais essa façanha.

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PIB de 2019 apresenta crescimento de 1,1% em relação a 2018. Divulgados ontem pelo IBGE - Instituto Brasileiro Geográfico Estatístico – os números apenas confirmaram o que o mercado já havia precificado como o esperado para o ano. Os setores Agropecuária e Serviços apresentaram o mesmo nível de crescimento, com variação positiva de 1,3%, enquanto a Indústria ficou em 0,5%. No 4º trimestre deste ano, em relação ao trimestre anterior, o PIB exibiu acréscimo de 0,5%, levando-se em consideração a série com ajuste sazonal. Indústria e Serviços apresentaram variação positiva de 0,2% e 0,6%, respectivamente, enquanto a Agropecuária reduziu 0,4%.  Para explicar o resultado negativo da agropecuária no 4º trimestre/2019 devemos destacar o crescimento significativo do setor no 3° trimestre/2019, provocado pela pressão dos preços em algumas commodities. Já no trimestre seguinte, a situação foi inversa. Os preços das commodities acomodaram, provocando uma variação negativa no crescimento do PIB no setor. O caso mais evidente foi o da carne bovina, que teve uma súbita elevação nos preços e logo buscou patamares de equilíbrio nos meses seguintes. Contribuindo com o aumento acentuado do 3º trimestre/19, o milho também apresentou aumento nos preços concomitantemente com o período de pico da colheita. Essas variáveis que não estiveram presentes de forma intensa no 4º trimestre, explicando assim o resultado não tão bom da Agropecuária. A valores correntes, o PIB de 2019 totalizou R$ 7.256,9 bilhões, sendo R$ 6.212,8 bilhões referentes ao Valor Adicionado a preços básicos e R$ 1.044,1 bilhões aos Impostos sobre Produtos líquidos de Subsídios. Considerando o Valor Adicionado das atividades no ano, a Agropecuária registrou R$ 322,0 bilhões, a Indústria R$ 1.300,6 bilhões e os Serviços R$ 4.590,2 bilhões.  Tendo em vista o Valor Adicionado das atividades, vale ressaltar que a Agropecuária participa com 5,2% no PIB total.

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 No Diário Oficial da União (DOU) da última segunda-feira (10), foi publicada a Portaria nº 048/2020 autorizaNdo o pagamento de equalização das taxas de juros dos financiamentos concedidos da data da publicação desta portaria até 30 de junho de 2020, nos termos da Resolução CMN nº 4.755, de 15 de outubro de 2019, para o Banco do Brasil e o BNDES. 

A Resolução Nº 4.755/2019 estabelece a linha de crédito para composição de dívidas decorrentes de operações de crédito rural contratadas por produtores rurais ou suas cooperativas de produção. Por meio desta resolução o Governo Federal liberou R$ 1 bilhão para que produtores consigam quitar financiamentos contratados até 28 de dezembro de 2017. Cada produtor só poderá contrair até R$ 3 milhões para a composição de dívidas, com juros efetivos de 8% ao ano e prazo de pagamento de até 12 anos. O beneficiário terá 36 meses de carência, só começando a pagar a nova linha de crédito três anos depois da contratação.
Ainda de acordo com a Portaria 48/2020, a Secretaria do Tesouro Nacional (STN) está, da mesma forma, autorizada a realizar o remanejamento dos limites equalizáveis, quando solicitada pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, desde que não acarrete elevação de custos para o Tesouro Nacional. A equalização ficará limitada ao diferencial de taxas entre o custo de captação de recursos, acrescido dos custos administrativos e tributários, e os encargos cobrados do tomador final do crédito.

Atenção aos prazos! O mutuário deve manifestar formalmente interesse em compor suas dívidas com a instituição financeira credora (Banco do Brasil) até 30 de abril de 2020, a qual deve formalizar a renegociação até 30 de junho de 2020, admitida a formalização por carimbo-texto com anuência do mutuário.

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Rua 87, nº 662, Setor Sul - Goiânia - Goiás. CEP 74093-300
IFAG - Instituto para o Fortalecimento da Agropecuária de Goiás. 2016 - 2020.