Copom sinaliza que chega ao fim o ciclo das reduções da Selic.

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 Em reunião do Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom) realizada ontem, após redução de 0,25 ponto percentual, ficou claro que chegou ao fim o ciclo das reduções da Selic. 

 

O BC ponderou que, mesmo com a sua indicação de interrupção no corte de juros, em sua próxima reunião marcada para 17 e 18 de março a decisão será apreciada conforme a evolução da atividade econômica, do balanço de riscos, bem como as projeções e expectativas de inflação e câmbio.


O Copom caracterizou como “incerto” o setor externo, embora o reconheça como “relativamente” benigno. De acordo com Drausio Giacomelli, do Deutsche Bank, "os riscos de uma surpresa para uma inflação continuam existindo tanto para cima como para baixo". Ele diz que será necessário observar dois fatores de risco nos próximos meses. Por um lado, existe a chance de a política monetária ter um efeito mais intenso que o estimado, dadas as mudanças no mercado de crédito. De outro, a possibilidade de as economias global e brasileira crescerem menos que o previsto e produzirem inflação menor. Os agentes do mercado agora se questionam quando o BC irá começar a normalizar a política monetária. Algumas casas inclusive, já trabalham com projeções de 6,0% para 2021. Até pelo fato de que o juro real está muito abaixo do normal, em torno 0,5%. É necessário evidenciar a valorização da moeda norte-americana, um ativo que normalmente possui uma maior preferência de mercado em períodos considerados como “incertos”.

 

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