Maiores líderes do agronegócio reduzem suas taxas básicas de juros, porém, alertam para algumas preocupações.

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Um cenário mais otimista na expectativa inflacionária para 2020 levou o COPOM a reduzir 0,5% na taxa Selic, que fica em 5,0%. Sinalizando inclusive que na próxima reunião, a última do ano, poderá realizar mais uma redução no mesmo nível desta, o que leva, esta taxa, no fechamento do ano para 4,5%. O Brasil que ocupou por anos o primeiro lugar na lista mundial como líder na mais alta taxa de juros, posiciona agora em 8º lugar e poderá encerar o ano ainda numa melhor posição.  

Porém, o Banco Central sinalizou precaução em relação à atual situação da economia, embora tenha mantido a estimativa da inflação para 2020 em 3,6%, abaixo da meta que é de 4,0%, e a projeção do câmbio foi elevada de R$3,90 para R$4,00.  Com uma alerta de que se a taxa do câmbio for mantida em R$4,00 pode puxar a inflação ligeiramente para cima.

Dois fatores são considerados como positivos para manter a inflação nos níveis estimados: a ampla ociosidade da economia e a inércia inflacionária, que corresponde o quanto os preços futuros são influenciados pela variação corrente dos preços. Por outro lado, sem dar muita ênfase, o Copom ressaltou a “deterioração do cenário externo” ou “eventual frustração” a respeito da continuidade das reformas.

Apesar do próprio Copom levantar algumas dúvidas, o cenário é mais positivo do que negativo em relação à manutenção de uma taxa de juros baixa, o que favorece o produtor rural que neste momento é tomador de recursos para o plantio de sua safra.

Na mesma direção, o Federal Reserve (Banco Central Norte-Americano) aprovou uma redução de 25 pontos base, cortando, assim, a taxa de juros dos EUA para uma nova faixa de 1,5% a 1,75%. Este é o terceiro corte em 2019, ocorrendo após os de julho e setembro. Jerome Powell, presidente do Fed, justificou a redução citando preocupações sobre o crescimento global e baixa inflação (nos EUA, esta está a 1,7%), entre outras coisas. Este deve ser o último corte do ano na taxa de juros. “No geral, continuamos a ver uma expansão sustentada da atividade econômica, um forte mercado de trabalho e inflação perto de 2% como nosso objetivo", disse Powell.  

 

 

 

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